Páginas

Mostrando postagens com marcador pães. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pães. Mostrar todas as postagens

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Não resisti

E quem resite a um pão integral de centeio estilo Outback recém-saído do forno?

Essa receita é repetida, já postei aqui, mas a receita original eu tirei do blog da Claudia. Só que dessa vez usei farinha de centeio e de trigo orgânicas e intergrais, e o pão ficou pesadinho. Mas é bão, porque uma fatiazinha entope! Já que é domingão de Carnaval e isso não muda minha vida em absolutamente NADA! Tão bom...

Andei aprontando bastante nesses 10 meses de sumico do blog na minha cozinha. O motivo do sumico é que meu computador morreu. O HD tá inteiro, só a tela morreu de vez. Todas as fotos das comilancas que andei fazendi estão nele, e agora escrevo do computador do marido, e ainda nem descobri cadê o cedilha nesse teclado. Por isso o silêncio virtual. Quando resolver o que fazer com o computador, eu volto!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Pão, manteiga e queijo (publicando um post atrasado)

Sim, a Noruega é o país do pão gostoso... Todos que vem de fora tem a atenção voltada para a qualidade dos pães que se consome por aqui. Norueguês em geral aprecia o pão integral, seja de trigo, centeio, espelta ou outros grãos... Pães brancos também são consumidos, mas tem funções especiais. Por exemplo, com camarões pré-cozidos que se compra nos barcos no píer, só pão branco, que eles chamam de loff. Os pães que encontramos pra comprar nos supermercados são semi-caseiros, inteiros, podendo ser fatiados no mercado, em máquinas especiais, ou trazidos inteiros para casa. É possível encontrar pão de forma industrializado tipo os Pullman da vida, mas pra que? Pros que sentem falta, há pãezinhos franceses e baguettes congelados ou semi-prontos que você acaba de assar em casa, mas nos lares noruegueses eles não são muito populares.

Os noruegueses comem mais pão que outros povos europeus, até os suecos reclamam... Pão de manhã, no almoço e antes de dormir... Mas é fácil se adaptar, pra quem gosta de pão.

Nada melhor que pão feito em casa, quentinho e com manteiga derretendo. Bem, por essas bandas você não precisa ser mestre padeiro pra alcançar esse prazer em casa. Nos mercados é possível comprar misturas de farinha prontinhas. Só é preciso adicionar o fermento seco (fermento biológico, aquele granuladinho) e água, seguir as instruções, e PUF! Pão quentinho em casa. Até pouco tempo eu ainda não havia comprado nenhuma mistura pronta, estava fazendo tudo do começo. Até que um dia deu uma vontade de comer boller, uns pãezinhos doces com sabor de cardamomo que vende en tudo que é fast café (Seven Elevens da vida) e posto de gasolina. Podem ter passas, chocolate ou serem purinhos. Quentinhos são tudo de bom. Então comprei um pacote de mix pra boller no mercado e fiz em casa. Tão fácil quanto 1-2-3... Lars adorou a idéia.

Essa semana estou de licensa médica porque tirei a coluna do lugar, e fiquei em casa todos esses dias. Já fazia um tempo que eu tinha achado uma coluna do LA Times, de um cara que cozinha em casa. Acho que ele é fazendeiro, pois tudo o que sobra ele dá pros porcos! E ele publicou uma receita de ricota caseira. Fazia séculos que eu queria fazer queijo branco aqui, já que o leite também é de excelente qualidade. Mas e pra achar o tal coalho líquido, ou em pó? Impossível, não tem... E pra fazer a ricota caseira, também precisaria de outro ingrediente prontamente achado em mercados nos EUA e Inglaterra, mas não aqui: buttermilk. É o soro que sobra quando se faz manteiga. E, depois de dias de pesquisa na net, descobri, no próprio site da Tine (o maior produtor de laticínio daqui, e creio que meio estatal), que é possível fazer manteiga em casa, a partir de creme de leite fresco ou creme azedo (sour cream), que eles chamam de rømme aqui.

Quem já errou a mão fazendo chantilly e passando do ponto? É por aí... Gorduroso, melequento, mas funciona. Pus 1 litro de creme azedo na batedeira e bati, bati, bati, primeiro em velocidade baixa, depois fui aumentando. Num certo ponto, o troço quebrou, ficou tipo talhado, com um líquido esbranquiçado e uns pedaços amarelos. O próximo passo é separar a parte amarela e comprimir, apertar bem, com as mãos, tirando a maior parte de líquido possível. O líquido é o tal buttermilk. Quanto mais você conseguir apertar e tirar líquido da manteiga, mais ela dura. Se não usar todo o buttermilk, você pode congelar, como eu fiz...

A minha manteiga ficou assim... A foto tá péssima porque era noite, e a luz da cozinha é fria e as bancadas são negras. O chefinho é meu timer, e sempre que ele aparece na foto, pode apostar que foi o Lars o autor da foto!

Acrescentamos sal grosso moído na hora, e pronta pra usar. (Nota póstuma - a manteiga durou 2 semanas. Eu usei basicamente pra cozinhar, e nos últimos dias ela tava com um leve aroma de queijo, mas tava no finzinho mesmo).

Nhoc!

E daí foi fazer a tal ricotta. Segui a receita à risca, mas confesso, apesar de ter ficado com um sabor incrível, a textura ficou esquisita, um tanto elástica. A ricota não dura muito, deve ser usada quando feita. Mas, um litro de leite rendeu nadica de nada. Usei 1 litro de leite semi-desnatado (1,5% de gordura) orgânico da marca Coop-ängla. Rendeu uns 100 gramas de queijo...

A cara da ricota, ainda na panela...


Nhoc outra vez!


O pão no qual essas deliciosas iguarias repousam (ou esperam pra ser devoradas!) é o pão de centeio estilo Outback do blog da Claudia (claro!). Além dele, também apareceram na festa uns boller (ponho boller porque já é no plural em noruguês, o singular seria bolle). Comprei o mix da marca Regal, é fácil de usar, e em outras ocasiões eu acrescentei confeito de chocolate (tipo Confetti), ou passas, ou cranberries secas...


Teve mais pão, uns deram certo, outros não. Os com farinha integral são mais difíceis de acertar, demoram mais a crescer, mas a gente vai aprendendo. Todo dia de folga eu faço pão...

Em breve um post sobre pasta e carne de alce!

terça-feira, 30 de março de 2010

Aprontando pra Páscoa

Amanhã vamos pro chalé, ficamos lá até Domingo de Páscoa. A sogra já está lá desde Domingo cedinho. Faz sol, e a previsão é de tempo bom! Então será tempo de churrasco... Acordei hoje inspiradérrima e já me meti logo cedo na cozinha.

Comecei com o pão, o falso brioche da Cláudia. Hoje ele ficou especialmente leve, porque misturei o fermento com a água morna, sal, mel e açúcar e esperei uns minutinhos antes de adicionar os ovos e a farinha. O bicho cresceu horrores. Olha o antes e depois dele... Ah, e ficou mega especial porque ficou com um defeitinho de fabricação, mas não tem problema, ele veio ao mundo pra nos fazer feliz de qualquer jeito! Deu pra ver que ele cresceu tanto que caiu pra fora da forma e assou do mesmo jeito?

Enquanto o bicho crescia, fui logo fazendo um bolo de maçã com cenoura que é uma delícia. A primeira vez que fiz, comemos em um dia e meio! Para o de hoje, eu não tinha cranberries secas (oxicocos em português), então usei passas brancas.



Bolo de maçã e cenoura

1 xícara de maçãs raladas
1 xicara de cenouras raladas
2 xícaras de açúcar (eu uso 1 de açúcar mascavo e meia de açúcar refinado, depende do gosto)
3 ovos
1 xícara de nozes picadas (use as de sua preferência, sendo pecãs extremamente recomendáveis. Eu usei amêndoas)
1 xícara da fruta seca de sua preferência (oxicocos, passas, damascos, etc)
1 xícara de óleo
2 colheres de chá deextrato de baunilha
2 colheres de chá de fermento em pó
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de chá de cardamomo em pó
1 colher de chá de sal

Modo de preparo
Não poderia ser mais fácil! Misture de uma vez só todos os ingredientes numa tigela grande. Mexa bem até que tudo esteja bem incorporado.

Asse em forma untada com óleo em forno a 180 graus por 25 a 35 minutos, ou até que um palito saia seco. Espere esfriar totalmente antes de desenformar.

Para comer junto com um cafezinho ou uma bela xícara de chá.

E enquanto o bolo tava assando, enrolei o pão e botei pra crescer de novo. Enquanto isso fomos às compras.

Na volta, botei o pão pra assar e preparei o almojantar. Domingo Lars fez uma bela perna de cordeiro assada. Sobrou um monte, e hoje resolvi fazer um tagliatelli com ragú de cordeiro. A pasta era industrializada, claro, mas serviu. Ragú é a resposta italiana pra sobra de carnes. Fez um assado, sobrou muito? Ragú. Pode ser de vaca, carneiro, cabrito, pato, qualquer outra carne de caça. Só não pode ser carne muito delicada porque o cozimento é longo.

Ragú de cordeiro
300 g de sobra de carne de cordeiro, picada bem miudinha (Lars fez o serviço!)
1 cebola média picada
1 talo de salsão picado
1/4 de um alho porró picado
2 cenouras médias raladas
1/2 xícara de vinho tinto
1/2 xícara de água
1 lata de tomates pelados
1 pitada de açúcar
2 folhas de louro
2 raminhos de alecrim
1 pau de canela
folhas de salsão
sal grosso e pimenta do reino
Pimenta calabresa em flocos

Refogue em azeite a cebola, salsão, alho porró e cenoura até que estejam douradinhos. Acrescente a carne, refogue um pouco mais. Adicione o vinho tinto, mexa bem e abaixe o fogo. Deixe ferver e acrescente os tomates pelados, esmagados com as mãos mesmo, mais o suco da lata e a água. Jogue então a pitada de açúcar. Quando começar a ferver, acrescente todas as ervas e a canela. Deixe que ferva em fogo bem baixo, por aproximadamente 40 minutos. Por último, tempere com sal grosso e pimenta do reino moída na hora. Retire as folhas de louro e salsão, os ramos de alecrim e a canela.

Pode ser servido com pasta, ou mesmo com pão.

Detalhe da segunda foto - nossa nova mesa da cozinha. Ela é alta como uma mesa de bar...

Enquanto o ragú fervia, o pão ficou pronto, e então fui fazer uns bolinhos bonitinhos pra agradar a sogra, ela adora as coisas diferentes que eu faço. Comprei até umas florzinhas de açúcar no mercado pr adecorá-los. Eu sou a própria Babette da família Hareide! Tava com uma vontade ardente de algo sabor abacaxi com coco. Peguei uma receitinha fácil na internet, que usava abacaxi em lata, já que o abacaxi que se encontra por aqui vem da Costa Rica, ou qualquer outro lugar do Caribe. Não tem gosto de nada porque viajam verdes...

Ficaram lindinhos os bolinhos. Só metade com florzinha, porque no pacotinho só vinham 6 e eu achei que eram 12.




Pra finalizar esse dia de expediente - porque foi como se fosse um dia de trabalho, rendeu! - fizemos uma espéciede kaftas pra churrasquear no chalé. Espécie, porque de kafta só tinham o formato. Eram praser linguiça, mas hoje não tinha tripa no mercado, então improvisamos. Da última vez, fizemos hambúrguer (semana retrasada, acho) e ficaram divinos!

Compramos carne de porco levemente defumada e moemos em casa. Misturamos com carne de alce já moída que tínhamos, e temperamos com um dente de alho, uma cebola pequena, meia pimenta dedo-de-moça (tem hífen co´essa gramática nova?), alecrim e orégano frescos, ervas secas e pimenta calabresa mais pimenta do reino branca moída. O resultado só saberemos depois de comer. Mas que o hambúrguer da semana passada (retrasada?) ficou bom, isso ficou!

O hambúrguer da semana retrasada...




Alguém nota que Lars foi o fotógrafo dessas duas últimas obras de arte? O chefinho é o meu timer, e embaixo dele o apoio de travessa de alce que ele adora... Esse meu marido...

Feliz Páscoa! God Påske!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Tava devendo...

os biscoitinhos natalinos que fiz pras crianças. E nossa, o Natal parece ter ficado tão longe...


A idéia dos biscoitos Hello Kitty pra Sofia foi tirada daqui do The Cookie Shop. Claro que osdela ficaram mais bonitos... Mas comprei os cortadores de biscoito no Brasil pela Internet e minha mãe me mandou. Comprei a massa de biscoito de gengibre pronta no mercado, cortei com o cortador, depois pincelei xarope de glucose (Karo no Brasil, syrup aqui), e coloquei marzipã - também comprado pronto, aberto feito massa e cortado com o mesmo cortador) por cima. Os olhos e bigodes foram feitos com canetas de tinta comestível que também comprei pela Internet, numa loja de Oslo. O nariz e laços foram feitos com confeitos comprados prontos...

Pro Erik não ficar com ciúmes, pra ele fizemos cachorrinhos de biscoito, tirados daqui do Chocorango. Mas não deu certo rechear os nossos com brigadeiro - que acabamos comendo com colher mesmo! - então ficou só biscoito mesmo. A receita tá lá no Chocorango.

E aquela também foi a fase de fazer pão, só porque minha fada inspiradora Claudia andou postando uma receitade falso brioche, que é dois palito de fazer e fica uma beleza de lindo, e absolutamente delicioso. A receita tá lá no Sabor Saudade...


E já descobri que, no escurão do inverno, fazer fotografias na minha cozinha não é uma boa - as fotos ficam todas amareladas, horríveis.

Mas por enquanto é isso... Esse pobre bloguinho não via atualização há dois meses, então resolvi dar um up nele. Ainda estou trabalhando na série "Aprenda a fazer .... com os Hareide", mas tá difícil. Estamos planejando construir nosso defumador no chalé este verão, então estamos às voltas com esse projeto... De pouquinho a gente chega lá!